terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pequena ilha



Meu coração é uma pequena ilha
Perdida no meio do mar
Nada em mim é gigante
A não ser a vontade de amar.

Às vezes sou apenas uma miragem
Com minha pequena praia
Com minha pequena paisagem
Meu horizonte é azul e branco.

Quisera Deus, porém
Que eu fosse assim
Nesta vastidão sem fim
Que eu diminua e ele cresça em mim.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 29 de janeiro de 2012

Gotas




Nada além de mim
E o sol...
Uma sombra para descansar formigas
E uma pergunta por quê?

Sim! Eu insisto...
As flores insistem...
Nós somos assim mesmo
Gostamos de lugares apertados.

E como nascer em corações magoados
Terra seca
Amor preso
Mais com gotas de esperanças.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pirilampos


Ainda a pouco eram estrelas
E como corria atrás delas
Para também descobrir
Que são sutis vaga-lumes.

Minha lanterna verde
Dando pulos e virando cambalhotas
A cada novo estalo
Acendiam suas luzinhas.

Era um menino colecionador
Com seu vidro cheio de faróis acessos
Na noite e no breu
Também queria brilhar.

Terra e espaço juntinhos
Naves imaginárias subindo e descendo
Naquela infância de noites serenas
Onde o céu estava sempre pertinho.


Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

D + eficientes



Não é porque falta uma peça
Que se deixa de trabalhar
Não porque falta um lápis
Que se deixa de estudar
Não é porque que falta uma mão
Que se deixa de ajudar
Não é porque falta um pé 
Que se deixa de andar
Não é porque falta um olho
Que se deixa de enxergar
Não é porque falta um ouvido
Que se deixa de ouvir
Não é porque só falta
Que se deixa de sobrar
No mundo todos somos D + eficientes
Não é porque faltam eficientes 
É porque juntos nos completamos...

Autor:  Gilberto Fernandes Teixeira

Mundo maravilhoso

Não quero repetir a letra desta musica
Mas você já percebeu o quanto o mundo pode ser maravilhoso
Se esquecermos as mazelas e as favelas
Apesar de sabermos que elas existem.

Sim, nosso mundo pode ser maravilhoso.
Se acreditarmos mesmo que por um segundo
Que quem faz as maravilhas somos nós
Quando valorizamos nossos semelhantes.

Na época da II guerra está musica tinha um som de paz
E agora na época da paz ela pode ter um som de céu.
Basta apenas acreditar...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O foguete

Estou partindo
Longo é o caminho
Difícil é o regresso
Já liguei os foguetes

Pois minha estrela
Espera-me
Nela cultivo flores
Sou um pequeno príncipe.

Vou visitá-la
Pois quem ama zela
Torna-se cativo
Não se importa com espinhos.

Estou subindo
Rumo a via lactea
Levo as poesias
E deixo apenas saudades.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ser homem


Hoje resolvi voar
Ser passarinho
Ter ninho próprio
Entre galhos e flores.

Pensar na amada
Pensar na casinha
No conforto do lar
E nos filhotes.

Então busquei uma árvore
Que tivesse flores
Para curtir a primavera
E enfeitar a vida.

Ser pássaro é tão fácil
Difícil é "ser homem".

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Vermelho


Quero o vermelho do vermelho
Um batom de flores
De cor sangue
Mais doce do que groselha.

O vermelho da paixão
O vermelho carmesim
O vermelho do amor
O vermelho pigmento.

Quero apenas um fundo branco
Para jogar hemácias
E recolher sonhos
Desabrochando no vermelho da vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Esmeraldas


Guardei meu coração em um porta-jóias de esmeraldas
Para ele nunca envelhecer
Ficarei sempre jovem
E eternamente com você...

E se um dia ele vier a se quebrar?
Não tem problema algum
Pois já estaremos em outro
Lugar...

E quanto ao coração?
Bom!  Deste
Agente
Faz poesia...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Lapidação



A cada lasca que retiro
Você vai mostrando sua face
E neste processo de lapidação
È que lhe reconheço por inteira.

O que guardas de belo
Incrustado em seu diamante
O que guarda de belo
Na forma do seu coração.

Acredito que você será ainda mais bela
Quando retirarmos a lasca da paixão.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Safiras

Se eu pudesse lhe dar uma jóia
Seria uma safira
Para combinar com o ouro branco dos seus olhos
E a profundidade azul de sua alma...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sagarana




Todo vaqueiro tem uma sina
E uma cisma
Sina de olhar o gado
Cisma de morrer pobre e sem amor.

Por isso ele toca berrante
Para chamar o que é seu
Ajuntar as suas traias...
“Ele mede seu leite pela espuma”,

É um nômade pelas veredas
Peregrino em lombos de burros
Conhecedor de tocais
Inventor de palavras.

Cantor solitário
"Lá em cima daquela serra”
Está sempre pronto para um duelo
Por que dizem ter o corpo fechado.

O resto é só prosa...
Ou estórias para "boi dormir"

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O esquecimento

O vento soprou
A minha ilusão
E ela se foi
Noticias não tive.

Nunca mais a procurei
Nem a quis encontrar
O que passou
Passou...

Assim...
Veio o esquecimento
Nas asas do vento
Sem causar reboliço.

E se hospedou em mim.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Ossada"


Eu queria pintar girassóis...
Mas os meus girassóis seriam cinza
Resto da ignorância humana
Por não enxergar as “cores do amanha”

Eu queria me perder nesta plantação
Seguir os raios do sol até o arco-íris.
Descobrir segredos imagináveis
E voltar com uma aquarela de cores.

Eu sei que o artista
Expressou sua dor nesta tela
Que o amarelo está vibrante
Que os girassóis estão maduros.

Mas o que é a loucura diante da vida?
Talvez uma pincelada mal dada na tela
Um erro que leva a um acerto
Uma orelha perdida por amor.

Não sei, não sei e nunca saberei.
Por que a vida é um mistério
Cujo quadro final
Não pertence a minha “ossada”

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O aviador dos sonhos


Até que enfim decolei...
Meus sonhos ficaram leves
Retirei todas as magoas
Esvaziei de mim mesmo.

Com meus ossos pneumáticos
Minha estrutura metálica
Minhas leves fantasias
Sim, os meus delírios afloraram.

Estou no céu
Céu dos pássaros
Das asas e dos espíritos
Céu dos anjos.

Estou voando.
Já sou um semi-deus
Um Ícaro alado
Sobre as letras da poesia.

Estou flutuando como um balão
Sou bola de sabão
Um pássaro do sertão
Espalhando a ilusão...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 15 de janeiro de 2012

O campo


Estou tão concentrado neste campo
Que nem percebo
Que são as linhas tênues
Que separam a liberdade dos homens...

Lancei-me do outro lado da cerca
O lado invisível da dor
O lado oposto à expressão “humanidade”
O lado do pijama listrado.

Aguardo minha sentença
Por não ter feito nada além de nascido
Em uma época de guerras
De sombras e de cinzas.

Vejo do outro lado o meu inquisitor
A fazer planos de conquistas
E me ponho a meditar na minha realidade
Sei da minha condição de prisioneiro.

Mas acredito em Deus
E sei que no futuro isso terá sido um pesadelo
Terá sido a pior das experiências
A tentativa de “apagar as esperanças”

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

sábado, 14 de janeiro de 2012

A rainha das sucatas


Estamos ajuntando sucatas
Sucateando a vida
Guardando o efêmero
E jogando fora o eterno.

Ferro velho
Montanhas de lixo
Maresia e ferrugem
Marasmo de almas...

O que restará do homem
No planeta Terra?
Poeira, pó e saudades
Cemitérios esquecidos...

Não vejo esperanças
Na carne...
Por que ela
É a “rainha das sucatas”...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"Quando um amor se vai"


Neste mundo
Existem flores
Existem amores
E existem dores.

O mundo é uma bela casa
As flores uma dádiva divina
Os amores benções do coração
E as dores um processo de lapidação.

Mas no mundo imperam as utopias
Sonhos e fantasias
Lembranças e muitas ilusões
Mas somente a dor é verdadeira.

Por que a dor da perda
Pode durar uma vida inteira
E quando um amor se vai
Mesmo que o outro venha.

“E o coração continue”...
 Ele não queimará a mesma lenha
Mas sempre usará dos gravetos
Gravetos da saudade...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Ser flor"


Ser flor
É enfeitar o mundo
Sorrir quando todos estão tristes.

Ser flor
É ser útero aberto
É brindar os pássaros.

É doar néctar
É enfeitiçar abelhas
E perfumar cadáveres.

Ser flor
É se abrir
Quando tudo está fechando.

Ser flor
É durar pouco
É murchar rapidamente.

Ser flor
É fazer primavera
Em corações apaixonados.

Ser flor
É um dom magnífico
Que não tem explicação lógica.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O vale


Este é o vale
Vale dos sonhos
Vale das flores
Vale do anjos.

Arco-íris na terra
Perfumes e primavera
Lumes e vaga-lumes
Surreal de tão belo.

Vale da fantasia
Vale das utopias
Vale do amor
Vale das esperanças.

Vale de outro planeta?
Coração dos apaixonados
Ciúme dos enamorados
Paraíso dos beija-flores.

Este é o vale
Que nasce em meu coração
Quando ela passa
Subindo a serra.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

É tal felicidade


Existem momentos felizes
Em que nos esquecemos das dores
Dos horrores
E das feridas

Momentos em que o ar parece mais leve
Que os pulmões respiram mais calmos
Que a alma está dentro do corpo
Que os olhos só percebem as cores.

Existem momentos felizes
Em que as crianças soltam balões
Em que tudo parece perfeito
E os sorrisos contagiam.

Momentos que possamos curtir juntos
A brisa, o orvalho, o raiar do sol e o fim da tarde
Momentos em que o tempo é amigo do vento
Sim! A vida é feita de momentos.

E a soma destes momentos
É a "tal felicidade"...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Bolhas de sabão


Estou a soprar bolhas de sabão
Poesias no vento
Coisas do coração.
Pura ilusão...

Duram muito pouco,
Estouram-se no chão
Voam ao leu
Mas nunca chegam ao céu.

Mas existe um encantamento
Nos cristais e nos fragmentos
Uma luz que me fascina
Nestes sonhos de menino.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 1 de janeiro de 2012

Rosa solitária


Uma linda rosa
Mas solitária
Presa ao passado
Protegida por espinhos.

Se você é está rosa
Tem que enfeitar a vida
Tem que exalar perfumes
E atrair beija-flores.

Seu vermelho me encanta
Suas pétalas são tão doces
Você é a paixão em flor
O néctar da sedução.

Pensei em colher-te
Mas me contive
Prefiro ver-te sozinha
E assim tão apaixonada.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira