quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Meu gosto.




Gosto das palavras soltas
Feito pipas de papel
Gosto das palavras soltas
Feitas borboletas no céu.

Gosto da poesia livre
Sem algemas
Despreocupada
Sem rimas e versos.

Gosto do sim
Mais do que do não
Gosto por inteiro
Do seu coração.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sol de primavera.


A cada dia
Que finda...
Olho para uma flor
E percebo
Que embora
Frágil e delicada
Ela pode ter sido a razão
Da existência
"Do meu sol primavera".

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cilada.


Você desenhou o meu esboço
Fez de mim um objeto pessoal
Aproveitou-se do meu eu
Gastou todo o meu brio.

Agora você vem reformar promessas
Como se eu fosse um copo de vidro vazio
Uma caixa sem memórias e sem ecos
Uma massa de modelar paredes.

Eu sei que fui sua mera inspiração
Que fui usada e abandonada
Uma bebida que se serviu gelada
Apenas uma conversa na mesa de boteco.

Sim! Você me tomou como uma cerveja
Saboreando e falando de detalhes tão pequenos
Que meu coração ficou petrificado
“Mas não era amor era cilada”.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A estranha leveza do ser.


Se quiseres voar...
Que voe!
Não te prendi em gaiolas
Não te coloquei algemas.
 
O mundo nos fez assim...
Livres!
Pássaros que podem ser feridos
Amizade que deve ser lapidada.

Entre nós deve existir uma leveza
“A estranha leveza do ser”
Aquela que não cobra
O que nunca poderá receber!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 23 de dezembro de 2012

"Feliz NataL"


“Então é natal”...
Que bom o renovo!
Mais um nascimento
Esperança para o povo.

Para onde iríamos?
Nossa humanidade
Pois só Cristo
Deu-nos rumo e a eternidade.

“Então é nata!”
“A festa cristã”
O velho se fez novo
E podemos crer no amanhã!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 9 de dezembro de 2012

O retorno



Passei horas vazias
No puro carregar das magoas
Sem nexo ou anexo
Matutando besteiras.

Assim se foram meus dias
O quanto perdi?
O quanto ganhei?
Não importa!

Abri de novo a janela
Olhei para o céu azul
Recarreguei minhas baterias
E estou de volta.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

O rosto



Seria! Apenas mais um rosto
Um rosto na multidão
Se perdendo...
Se escondendo.

Se não fosse os meus olhos
Que lhe seguem
Lhes perseguem
E insistem em me fazer amar.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Única flor.


Os ventos uivantes
Sopram além do meu ser
Floresço á beira do caminho
Sempre solitário.

Porque insisto?
Porque não desisto?
Não quero ser pedra de tropeço
Mas também não quero pisado.

Liberto um sorriso amarelo
Sobre um frio concreto cinza
As margens da vida
Nas brechas da vida.

Meu tempo?
Durará tão pouco
Que se não abrir em flor
Jamais saberei o que é primavera.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Existir



Existir é insistir
Sob o sol
A vida não vai além
Da dor e da delicia.

Resistir ao calor
Abrir e fechar pétalas
Lançar fora
Sementes.

Existir é fazer valer a pena
Não pelos méritos
Mas pelo número
De netos.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira